terça-feira, 10 de julho de 2012

Esclarecimento de CAZUZA no Plano Espiritual acerca da AIDS



PERGUNTA> Em sua opinião, qual é o objetivo divino ao colocar a humanidade em contato com o HIV e a aids neste momento?
Inicialmente eu me encontrei revoltado quando me descobri portador do vírus. Era uma revolta mais intima. Talvez um grito mudo parado dentro do peito por não poder reverter o quadro, embora nunca faltasse esperança dentro de mim. Foi aí que descobri a maravilha de se ter uma mãe, uma família, amigos de verdade. Descobri a partir daí um outro mundo, sem fantasias, sem mascaras. E, acredite-me, não adiantam rebeldias neste momento, não adianta nada que exprima inconformação. A AIDS nos ensina um sentimento novo diante da vida, das pessoas, de Deus. Creio que a AIDS, o HIV e tantos outros problemas que envolvem a saúde no mundo são oportunidades que Deus coloca diante de nós para que a humanidade possa atingir um degrau mais alto em sua caminhada. Falo a respeito de sensibilidade diante da vida.
No meu caso particular, essas experiências serviram para que entendesse a vida como expressão da arte de Deus. Olha que o Cara lá em cima é perito em sentimentos e usa das coisas desagradáveis para aumentar a sensibilidade de seus filhos rebeldes, como diria você.
Ele tem um objetivo, e é claro, muito claro pra mim, que esse objetivo pode ser muito diferente para cada um. Para mim significou e significa descobrir o limite a reverencia devida a algo que ultrapassa minha compreensão. Chamem isso de vida ou de Deus. Como é grandioso tudo isso...
Espero que a humanidade compreenda a grandeza deste momento e descubra sua rota rumo à felicidade.
Na verdade a felicidade é o que importa em qualquer tempo, em qualquer situação em que se vive. Mas sem essa de que a felicidade é um céu azul com nuvens brancas. Não para mim.
Felicidade, a meu ver, é a capacidade que eu tenho de fazer arte e poesia, musica e vida até da própria dor, encontrando uma forma de gritar ao mundo, aos homens, aos meninos e meninas que todos somos deuses, somos incríveis e somos perfectíveis.

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