quarta-feira, 6 de junho de 2012

Curas Materiais Parte I


“E com ele seguia uma grande multidão, que o apertava. E certa mulher, que havia doze anos tinha um fluxo de sangue, e que havia padecido muito com muitos médicos, e despendido tudo quanto tinha, nada lhe aproveitando isso, antes indo a pior, ouvindo falar de Jesus, veio por detrás entre a multidão, e tocou no vestido. E logo se secou a fonte do seu sangue; e sentiu no seu corpo estar já curada”. (Marcos, 5:24-29)
Nos dias atuais, da mesma forma como acontecia no tempo em que Jesus Cristo esteve entre nós de modo visível, os homens preocupam-se demasiadamente com a cura do corpo, deixando para plano secundário a cura da alma.
Qualquer que seja o lugar onde se propague existir alguém fazendo curas ou praticando fenômenos, para lá acorre verdadeira multidão de pessoas, formando filas intermináveis, cada qual procurando haurir, do melhor modo possível, qualquer beneficio. Algumas curas são produzidas, mas apenas pequena parcela consegue receber o beneficio.
Muitos desses homens que conseguem curar os seus semelhantes são criaturas de boa vontade, dotadas de indiscutível poder mediúnico, conseguindo, com o concurso de benfeitores espirituais, produzir curas apreciáveis, entretanto há também falsos médiuns (falsos profetas, segundo o dizer judicioso dos Evangelhos), que acenam com a possibilidade de curas mirabolantes, alegando fazer operações cirúrgicas em serie, como se fabricam peças mecânicas, mas que na realidade não passam de mistificadores e enganadores, que se enriquecem explorando a boa-fé de pessoas incautas, nada fazendo de proveitoso.
Uma coisa, no entanto, deve ser esclarecida: a lei de Deus é sábia, equitativa, justa e misericordiosa, e, uma vez que somos Espíritos encarnados, que trazemos do passado o fardo das transgressões cometidas, as quais clamam por resgate na vida presente, devemos convir que há necessidade do nosso reajustamento perante a lei divina e que nem sempre podemos ser curados das enfermidades físicas que portamos.
Deus quer que todas as suas criaturas progridam e, como decorrência, sua justiça abrange todos aqueles que se desviam do caminho reto. Se a justiça dos homens muitas vezes não alcança as nossas faltas, o mesmo não sucede com relação à justiça divina. Não há falta alguma, por mais insignificante que pareça, nenhuma infração à lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis consequências, mais ou menos atribuladas. No embate da vida terrena passamos por fases angustiosas, somos acometidos de dores atrozes, falta-nos, muitas vezes, o essencial para o equilíbrio da nossa vida e encontramos dificuldades em conciliar tudo isso com a promessa evangélica contida no Sermão da Montanha.
Texto retirado do Livro> Os Padrões Evangélicos de Paulo Alves Godoy FEESP;

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